Homem recém-liberto da prisão mata ex-sogro que tentou defender filha de agressões

Ago 29, 2025 - 13:36
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Homem recém-liberto da prisão mata ex-sogro que tentou defender filha de agressões

Um crime brutal ocorrido em novembro de 2024 ainda gera comoção e pedidos de justiça na Argentina. Cláudio Lencina, de 55 anos, foi morto a tiros pelo ex-genro, Javier Alejandro Toscano González, quando tentava proteger a filha de mais um episódio de violência doméstica. O assassinato aconteceu em frente à residência da família, na cidade de Villa Fiorito, e foi presenciado pelo neto da vítima.

De acordo com familiares, Jennifer, filha de Cláudio, manteve um relacionamento de 16 anos com Javier, marcado por agressões e denúncias de violência. Sempre que as brigas se intensificavam, ela buscava abrigo na casa dos pais.

Na manhã do crime, após nova discussão, Javier foi até o local e foi confrontado por Cláudio, que ordenou sua saída. Armado, o agressor disparou diversas vezes de dentro do carro. Apenas um tiro atingiu a vítima no peito, mas foi fatal. Cláudio chegou a ser levado para uma unidade de saúde, mas morreu antes de receber atendimento.

O neto, que presenciou a execução, teria gritado em desespero: “Você matou meu avô!”.

Fuga e prisão do acusado

Após o assassinato, Javier fugiu e permaneceu escondido por quase um mês, até ser encontrado em dezembro de 2024 na casa da irmã, em Ingeniero Budge, próximo a uma delegacia. Ele segue detido em Lomas de Zamora à espera de julgamento.

Javier havia deixado a prisão apenas um mês antes do crime, após cumprir três anos de pena por agredir a própria mãe. O histórico do acusado também inclui múltiplas denúncias de violência contra Jennifer, que, segundo a família, chegou a acobertá-lo mesmo depois da morte do pai.

Família pede justiça

Quase dez meses após o assassinato, a família de Cláudio Lencina cobra a aplicação da pena máxima. A filha Brenda, irmã de Jennifer, lamenta que a vítima não tenha conseguido escapar do ciclo de violência:

Minha irmã o denunciava, mas sempre voltava para ele. Até depois da morte do nosso pai, ela o ajudou enquanto estava foragido. Hoje, só queremos justiça e a condenação exemplar do assassino.

O caso reacende o debate sobre violência doméstica e a necessidade de medidas mais rígidas de proteção às vítimas na Argentina.

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